1858
A lista dos Landmarks da Franco-Maçonaria redigida por Albert G. Mackey, a exposição mais citada das regras antigas e imutáveis da Ordem.
Os Landmarks segundo Albert G. Mackey (1858), na redação da Grande Loja do Cazaquistão, tirada do seu Dossiê para o Reconhecimento Internacional. O texto inglês de Mackey, impressão de 1868, pode ser consultado em en.wikisource.org.
Sobre este texto
Os Vinte e Cinco Landmarks são a lista das regras imutáveis da Franco-Maçonaria redigida em 1858 por Albert G. Mackey, escritor maçônico americano. Mackey chamou de Landmarks os usos que julgava antigos e fora do poder de qualquer Grande Loja para alterá-los, entre eles os modos de reconhecimento, os três graus, a lenda do terceiro grau, o governo da fraternidade por um Grão-Mestre e a exigência de crer em Deus e de contar com o Volume da Lei Sagrada. A lista é a exposição mais citada dos Landmarks, embora as Grandes Lojas divirjam quanto ao seu número. A Grande Loja do Cazaquistão adere aos Antigos Landmarks, como estabelece a sua Constituição.
OS VINTE E CINCO LANDMARKS DA FRANCO-MAÇONARIA
A Grande Loja do Cazaquistão recebe os Antigos Landmarks como aqueles usos não escritos e imemoriais da Ordem que nenhuma autoridade maçônica pode alterar, e observa-os no sentido classicamente enumerado por Albert G. Mackey (1858), cuja lista de vinte e cinco a Grande Loja aqui expõe integralmente, declarando sua adesão a cada um deles:
I. Os modos de reconhecimento, conservados inalterados e transmitidos tal como recebidos.
II. A divisão da Maçonaria simbólica nos três graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom.
III. A lenda do Terceiro Grau, ensinada sem alteração em todas as Lojas desta obediência.
IV. O governo da Fraternidade por um oficial dirigente denominado Grão-Mestre, eleito dentre o corpo da Ordem.
V. A prerrogativa do Grão-Mestre de presidir toda assembleia da Ordem dentro de sua Jurisdição.
VI. Sua prerrogativa de conceder dispensas para conferir graus em intervalos irregulares.
VII. Sua prerrogativa de conceder dispensas para abrir e manter Lojas.
VIII. Sua prerrogativa de fazer Maçons à vista, exercida — se é que o for — com a moderação que o uso da Ordem exige.
IX. A necessidade de os Maçons se congregarem em Lojas.
X. O governo de toda Loja por um Venerável Mestre e dois Vigilantes.
XI. A necessidade de que toda Loja, quando congregada, esteja devidamente coberta.
XII. O direito de todo Maçom de ser representado nas assembleias gerais da Ordem e de instruir seus representantes.
XIII. O direito de todo Maçom de apelar de sua Loja para a Grande Loja.
XIV. O direito de todo Maçom regular de visitar toda Loja regular, ressalvadas as antigas restrições.
XV. Que nenhum visitante desconhecido como Maçom seja admitido sem exame em devida forma.
XVI. Que nenhuma Loja possa intrometer-se nos assuntos de outra, nem conferir graus aos Irmãos de outra.
XVII. Que todo Maçom está sujeito às leis e aos regulamentos da Jurisdição Maçônica em que reside.
XVIII. Que todo candidato seja homem, nascido livre, de idade madura e de boa reputação.
XIX. A crença na existência de Deus, o Grande Arquiteto do Universo.
XX. A crença numa ressurreição para uma vida futura.
XXI. A presença de um Livro da Lei — o Volume da Lei Sagrada — como parte indispensável do mobiliário de toda Loja.
XXII. A igualdade de todos os Maçons dentro da Loja, qualquer que seja sua condição no mundo exterior a ela.
XXIII. O sigilo da Instituição quanto aos seus objetos próprios.
XXIV. A fundação de uma ciência especulativa sobre uma arte operativa, para fins de instrução moral.
XXV. Que estes Landmarks jamais podem ser alterados, e que nenhuma Grande Loja, esta incluída, tem poder para alterá-los.
Onde autoridades posteriores preferiram enumerações mais breves, a Grande Loja do Cazaquistão considera que a diferença é de ordenação e não de substância: tudo quanto há de antigo, universal e irrevogável no uso da Ordem, esta Grande Loja observa, e tem-se a si mesma por desprovida de poder para alterá-lo.
Todos os textos maçônicos antigos